Pequenas e grandes dicas para escrever

Recebi estas 15 dicas para escrever um livro de um amigo que, como eu, busca seu lugar na literatura. Aliás, como muitos e, talvez, como você. Adaptei alguns dos tópicos de acordo com o que acredito, pelo menos para quem quer viver de literatura.


1. Ter a coragem de escrever uma coisa ruim, muito ruim. - Essa eu acho a primeira e fundamental dica para quem se aventura na literatura. Estou passando por ela, na marra, já que estou com prazos para entregar o livro para a Funarte. Claro que eu gostaria de, nunca, contabilizar essa experiência de querer jogar um texto no lixo, de tão péssimo, e não poder. Em troca, enfrentá-lo. E, para enfrentá-lo, vamos para a próxima dica:

2. Escrever mesmo quando a inspiração não vem. - Para criar hábito, manter a escrita, afinal, você precisa produzir se quiser viver de literatura. Não tem jeito, é preciso unir criatividade com o trabalho, inspiração com o planejamento, ok, mais uma dica:

3. Planejar e usar ferramentas de gerenciamento de projetos. - Claro, pra facilitar as coisas e sobrar mais tempo livre para o ócio porque, vamos combinar, ele é bem amigo da criatividade, outra dica:

4. Ter amigos que tirem você de casa. - Fundamental para aqueles momentos em que a cabeça fica girando em torno do mesmo eixo e tudo parece um vazio, um oco, um eco. E, se a faca for afiada, mesmo, melhor colocar um item "folga" no planejamento. Mas se mesmo com os amigos você não consegue deixar de trabalhar no texto...

5. Discutir com os outros o assunto que se escreve. - Isso é legal, usei bastante esse recurso em dois contos que estão nesse livro para a Funarte. Principalmente nos momentos em que eu escrevia sobre o universo masculino, daquilo que eles têm que elas não têm. E, nesse debate entre escritor e leitor...

6. Ter outros amigos (ou não) para lerem seus texos em primeira mão e retornarem um feedback. Não que você acate a todas as sugestões ou que resolva escrever para os leitores e deles ficar escravo, mas para descobrir os engasgos do texto, aqueles trechos em que você quis passar uma ideia e quê se perderam no meio de tantos pensamentos e coisa e tal, mais uma dica:

7. Fazer tantas pesquistas quanto possíveis, dentro e fora da internet, com a vida real ou através de autores e livros que, de alguma forma, lhe sejam úteis durante o processo. - Alguém já disse que é mais fácil escrever sobre aquilo que se sabe. Bingo! Depois, para organizar as ideias, e fechar o ciclio em 360 graus é só...

8. Escrever um pré-projeto para ter a dimensão do que será abordado, como se dará o planejamento afinal e voltar para o item 1. - Essa parte eu sempre dispensei. Mas ter feito um projeto para a Funarte tem sido bastante útil para muitos dos passos acima descritos, então, voilá:

só não se esqueça, no meio desse tanto de deveres, de Usar programas como um bom processor de texto e organização de conteúdo ou de quebrar tantas e quantas regras dessas acima descritas. É que, no fundo, para ser um escritor basta existir e fazer acontecer, e que tudo isso seja do seu jeito, com a sua forma, com o seu próprio tempo e suas próprias regras.

Vamos que vamos em busca de nossa própria voz.

Eu vou, e você?
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